segunda-feira, 20 de março de 2017

O Arco e Flecha do Tex nº 1 não é Lenda! Fim do Mistério!

Era início de 1971, morava então com minha família no Espirito Santo. Não me lembro se Fevereiro ou Março, lembro apenas que meu pai chegou em casa com uma revista do Tex (ele hoje tem 79 anos).
Me entregou a revista e junto com o exemplar um arquinho e flecha em uma sacolinha plástica.
Lembro apenas que disse, que depois ia ler.
Tinha 7 anos na época, era alfabetizado desde os 4. Naquela época na fazenda do meu avô, era comum ter professores para as crianças.
Se soubesse falar já ia para a escola da fazenda todos os dias.
Mas voltando a revista, peguei o brinquedinho e guardei juntamente com a revista.
Fazia isto com todas as revistas que meu pai me comprava.
Para ler mesmo era Tio Patinhas, Pato Donald e outras infantis.
Confesso que não li o Tex na época.
E desde os anos 70 venho colecionando revistas em quadrinhos.
Antes comprava para ler apenas o que gostava, com o passar do tempo passei a comprar de tudo e a querer completar as coleções.
Aí foi ficando pior, passei a querer conhecer as histórias dos desenhistas, personagens, etc...
Me aproximei dos maiores colecionadores do Brasil entre os anos 80 e 90.
Aí passei a entender das Revistas Guri, Globo Juvenil, Mirim, Lobinho e etc...
Passei a conhecer as editoras La Selva, Continental, Globo e tantas outras....
Interessante é que estas tribos não falavam de Tex, e eu confesso, nunca procurei muito saber.
Os gostos de quadrinhos foram ficando mais refinados, além de ter passado pela época dos fanzines onde muitas informações foram compartilhadas.
Fiquei um tempo longe dos quadrinhos. Estudar e trabalhar era preciso. Anos de faculdade e trabalho me afastaram forçosamente do meio.
Há 10 anos voltei, agora com a internet substituindo os fanzines.
Passei a comprar grandes coleções de quadrinhos. Comprei acervos dos maiores colecionadores do Brasil.
Revistas em quadrinhos sempre foram para mim o melhor investimento do mundo!
Vez por outra coloco itens raros a venda, e na semana passada, resolvi vender 3 destes itens.
Um deles era o exemplar de Histórias do Faroeste 22 com Tex, O Fantasma Voador do Correio Universal de 1937 e a Tex nº 1 com o arco e flecha.
Anunciei a Histórias do Faroeste e prometi se o leilão tivesse relativo sucesso colocaria a venda o Tex nº 1 com o arco.
Começou uma série de pessoas a pedir fotos do arco. Não entendi nada no momento, pois pensava que era raro mas que os colecionadores tinham em seus acervos.
Nem tinha ainda anunciado a Tex e me entra uma pessoa interessada no arco e me faz uma oferta fora do comum pelo arco, de pronto aceito. Ele me pergunta se pode pagar via Pay Pal, informo o email e em 10 minutos o valor está em minha conta.
Ele pede apenas que não divulgue fotos do artefato até que ele o tenha feito.
Regra muito justa pelo preço que pagou.
Nisto já estou recebendo mensagens do Brasil e do mundo para mostrar as fotos.
Digo que não pois assumi um compromisso com o comprador e palavra eu tenho.
Passo a ser chamado de mentiroso, e outras coisas mais pesadas ainda. Uns dizem que é lenda, outros que não existem registros do Arco, que não tinha propaganda na capa do Tex etc...
Para não me aborrecer com a má educação de alguns me afasto dos grupos de discussões e passo a entender o porquê de tanta frustração dos colecionadores em não ter visto foto do arco.
A Editora Vecchi quando lançou a Tex, era forte em fotonovelas e contos e ainda não tinha sua linha de quadrinhos consolidada.
Onde poderia ter aparecido propaganda do lançamento da Tex? Em sua linha de fotonovelas e contos, como Grande Hotel, Lucky Martin e outras....E não é que tinha mesmo?
Veio a segunda pergunta, de onde veio o arco? Examinando minuciosamente a peça vejo gravado "TROL". A Trol era uma famosa industria de brinquedos que pertenceu a um ex-ministro da fazenda chamado Dilson Funaro.
Bem se o brinquedo era fabricado pela Trol, deveria estar na coleção de alguns colecionadores de Brinquedos...E estava....Não como brinde da Tex, mas como item do catalogo de brinquedos da Trol de 1971 e 1972, junto a ele um outro item que as crianças gostavam muito a Zarabatana.
Resolvidos dois problemas:
1 - Teve propaganda do Arco;
2 - O Fabricante foi a Trol;
3 - Confirmado o catálogo da Trol de 1972 pela Laíse Rodrigues, esposa do amigo Toni Rodrigues.
Restava saber porquê em alguns exemplares estava colado na capa da revista, que ao ser retirado acabava causando danos ao exemplar....
Conversando com um amigo colecionador que teve também o arco ele disse que lembra nitidamente de ter comprado e o jornaleiro ter entregue o item separado.
Minha família teve bancas de jornais por muitos anos. Quando vinham brindes com revistas era comum alguns distribuidores colarem com fitas o item ao exemplar, pois se a revistas não fosse vendida teria que devolver os dois no encalhe do distribuidor. É uma suposição!
Outra teoria é que o arco não foi fabricado exclusivamente para a distribuição da Tex.
Obs: O catálogo de 1972 está personalizado com o Tex.
Por constar no catalogo ele era da linha de brinquedos da Trol.
Provavelmente foi comprada uma grande quantidade e distribuídos junto com as revistas. Parece ter havido uma parceria entre a editora Vecchi e a Trol. Ou será que teve licenciamento junto a Bonelli?
Em tempo as cores do meu arco era vermelho e branco, mas segundo meu amigo dos brinquedos era fabricados em versões multicoloridas (ele disse ter uma marron e branco).
Confirmado no catálogo de 1972 - Cores sortidas!
Porquê não tem fotos divulgadas do item?
Segundo ele o brinquedo é mesmo raro e quem tem não gosta de divulgar pois no meio desvaloriza o item pois é um brinquedo simples e fácil de se reproduzir.
Aí entendi porquê o pedido de não divulgar as fotos!
É estratégia de negócio! E a turma do Tex vai ter que pagar o preço valorado de um para ter um item e as fotos, sob o risco de desvalorizar o item após a divulgação.
Acreditem nos dinossauros! São antigos mas são sabidos!
Um adendo a postagem, a laise Rodrigues, esposa do meu amigo Toni Rodrigues, achou o catálogo, este posso divulgar com a autorização do Toni.
Falta o catálogo de 1971 que estou negociando. E mais 6 fotos que tirei do arco vendido.
Assim que o comprador divulgar, prometo postar aqui as demais fotos.








sexta-feira, 17 de março de 2017

O Fantasma Voador! Correio Universal Abril 1937!

Está é a capa de uma das revistas mais raras do Brasil!
Nada menos do que a primeira revista do Fantasma publicada no Brasil!
Antes deste álbum o correio universal publicou está história em fascículos que são tão raros quanto este exemplar!
Curtam a capa do espetacular exemplar!



segunda-feira, 6 de março de 2017

Capas Variantes da Ebal para a Coleção Série Sagrada! Monteiro Filho e Antônio Euzébio 1952!

Sempre a Ebal!
Em 1952, a Ebal buscando conquistar o apoio da igreja Brasileira dá inicio a publicações de revistas que futuramente dariam origem a coleção série Sagrada!
O interessante é que algumas edições (ainda não eram numeradas) tiveram capas desenhadas por dois dos maiores capistas da Editora na época: Monteiro Filho e Antônio Euzébio!
Cada um dos artistas deu sua interpretação para a mesma história!
Aproximadamente um ano depois (Outubro de 1953) a capa do Antônio Euzébio seria utilizada na edição nº 2 da Coleção Série Sagrada!
Curtam as belezas produzidas por estes excepcionais artistas!





domingo, 5 de fevereiro de 2017

Cronologia HQ Ebal! De 1892 a 1971!

Quem nunca teve uma edição de revista da Ebal onde na segunda capa vinha inserido a Cronologia HQ?
Publicadas entre Janeiro e Setembro de 1971 em vários títulos da Ebal, a cronologia foi publicada em 52 capítulos, mais o índice.
A grande dificuldade de ser completa sempre foi que seria necessário retirar as capas de 53 edições de revistas da Ebal.
Pensando nisto, em Março de 1985 o Worney Almeida de Souza publicou uma edição do Quadrix (fanzine de sua autoria), toda a cronologia. O problema é que a tiragem foi inicialmente de 100 edições (não sabemos se existiram mais).
Continuou sendo difícil a organização e conhecimento deste importante material!
A cronologia foi organizada e editada por Floriano Hermeto, mais conhecido por desenhar o Judoka na época.
As fotos deste post foi retirada da edição do Quadrix do Worney que muita luta e lutou pelo resgate e manutenção da memória das Histórias em Quadrinhos no Brasil.
Quem se habilita a dar continuação a obra, abrangendo 1972 a 2017?
Curtam e não recortem suas revista!